O que é ansiedade?
Ansiedade é uma resposta natural do organismo diante de uma ameaça ou de uma situação de incerteza, que prepara o corpo e a mente para reagir. Ela passa a ser um problema quando se torna intensa, frequente e desproporcional, a ponto de causar sofrimento e atrapalhar a rotina. Nesse caso, pode se tratar de um transtorno de ansiedade, condição reconhecida pela OMS e que tem tratamento eficaz.
Tabela de Conteúdo
Ansiedade em resumo
- A ansiedade normal é proporcional à situação e passa; o transtorno de ansiedade é intenso, persistente e prejudica a vida;
- Os sintomas envolvem a mente (preocupação, inquietação) e o corpo (palpitações, tensão, falta de ar);
- Existem vários tipos de transtorno de ansiedade, como TAG, pânico, ansiedade social e ansiedade de separação;
- O tratamento combina psicoterapia e, quando indicado, medicação, além de hábitos saudáveis;
- Buscar ajuda cedo, em Nova Friburgo ou em qualquer lugar, melhora o resultado.

Qual a diferença entre ansiedade normal e transtorno de ansiedade?
A ansiedade normal é uma reação proporcional a uma situação real e diminui quando ela passa, enquanto o transtorno de ansiedade é intenso, difícil de controlar e prejudica a vida. Sentir ansiedade antes de uma prova, de uma entrevista de emprego ou de uma consulta importante é comum e até útil, porque aumenta a atenção e a motivação. Isso acontece em Nova Friburgo como em qualquer outra cidade do país.
No transtorno, o medo e a preocupação vêm acompanhados de tensão física e de sintomas comportamentais e cognitivos. Segundo a OMS, esses quadros causam sofrimento significativo, podem durar muito tempo se não forem tratados e interferem na vida familiar, social, escolar e profissional. O que diferencia os dois casos é a intensidade, a duração e o impacto no dia a dia, e não a simples presença da ansiedade.
Quantas pessoas têm ansiedade?
De acordo com a OMS, 359 milhões de pessoas no mundo viviam com algum transtorno de ansiedade em 2021, o que os torna os transtornos mentais mais comuns. A mesma fonte aponta que as mulheres são mais afetadas que os homens e que apenas cerca de 1 em cada 4 pessoas que precisam de tratamento o recebem.
No Brasil, o relatório da OMS Depression and Other Common Mental Disorders, publicado em 2017 com dados de 2015, estimou que 9,3% da população, cerca de 18,6 milhões de pessoas, tinha algum transtorno de ansiedade, a maior prevalência entre os países avaliados. Esses números são anteriores a levantamentos mais recentes e podem ter sido atualizados.
Para o transtorno de ansiedade generalizada, o NIMH, instituto de saúde mental dos Estados Unidos, estima que 3,1% dos adultos americanos tiveram o quadro em 12 meses e 5,7% o terão ao longo da vida. São dados americanos, usados aqui como referência, e não um retrato de Nova Friburgo.
Quais são os sintomas de ansiedade?
Os sintomas de ansiedade se dividem em emocionais e físicos: preocupação excessiva, inquietação e irritabilidade de um lado; palpitações, tensão muscular e falta de ar de outro. Eles variam de pessoa para pessoa, e é comum que apareçam juntos. Como as mulheres são mais afetadas, vale conhecer também os sintomas de ansiedade no corpo feminino.
Sintomas emocionais e mentais
- Preocupação excessiva e difícil de interromper;
- Sensação constante de perigo ou de que algo ruim vai acontecer;
- Inquietação e dificuldade de relaxar;
- Irritabilidade;
- Dificuldade de concentração e “branco” na hora de pensar;
- Medo de perder o controle ou de passar mal em público.
Sintomas físicos
O corpo também reage à ansiedade, e é isso que mais assusta quem a sente. Os sintomas físicos mais relatados são:
- Coração acelerado e palpitações, o que leva muita gente a perguntar se a ansiedade aumenta a pressão;
- Falta de ar ou sensação de aperto no peito;
- Tensão muscular, dores no corpo e dor de cabeça;
- Sudorese, tremores e tontura;
- Desconforto no estômago e alterações do intestino;
- Alterações na pele, como vermelhidão, relatadas por algumas pessoas (veja manchas vermelhas na pele);
- Cansaço fácil e alterações do sono, como a insônia.
Atenção: esses sintomas também podem ter causas físicas, como problemas cardíacos, de tireoide ou de pele. Sintomas novos, intensos ou persistentes precisam de avaliação médica antes de serem atribuídos à ansiedade.
Quais são os tipos de transtornos de ansiedade?
Os principais tipos são o transtorno de ansiedade generalizada, o transtorno de pânico, a agorafobia, a ansiedade social, a ansiedade de separação, as fobias específicas e o mutismo seletivo. “Ansiedade” é um grupo de transtornos, não uma condição única, e a OMS cita como principais os que aparecem na tabela abaixo.
| Transtorno | Característica principal |
|---|---|
| Transtorno de ansiedade generalizada (TAG) | Preocupação excessiva e persistente com diversos aspectos do cotidiano |
| Transtorno de pânico | Crises súbitas de medo intenso, com sintomas físicos marcantes |
| Agorafobia | Medo de situações das quais seria difícil escapar ou pedir ajuda |
| Transtorno de ansiedade social | Medo intenso de ser julgado ou de passar vergonha diante de outras pessoas |
| Transtorno de ansiedade de separação | Medo ou preocupação excessivos de se separar de pessoas com quem há forte vínculo emocional |
| Fobias específicas | Medo intenso e desproporcional de um objeto ou situação, como altura ou animais |
| Mutismo seletivo | Incapacidade de falar em determinadas situações sociais, mais comum na infância |
Uma pessoa pode ter mais de um tipo ao mesmo tempo. Quem sofre com o medo de se afastar de pessoas queridas pode se aprofundar na ansiedade de separação. Já para entender as opções de cuidado do tipo mais comum, veja os tratamentos para o transtorno de ansiedade generalizada.
O que causa ansiedade?
Não existe uma causa única: a ansiedade costuma resultar de uma combinação de fatores biológicos, psicológicos e ambientais. A OMS observa que quem viveu abuso, perdas graves ou outras experiências adversas tem mais chance de desenvolver um transtorno de ansiedade. Períodos de estresse prolongado, sobrecarga de trabalho, mudanças bruscas e problemas de saúde também podem desencadear ou agravar o quadro.
Como é feito o diagnóstico da ansiedade?
O diagnóstico é clínico: um psicólogo ou psiquiatra conversa com a pessoa e avalia os sintomas, o tempo de duração e o impacto na vida. O DSM-5-TR, manual de referência da psiquiatria, descreve os critérios de cada transtorno. No caso do TAG, a preocupação excessiva deve estar presente na maioria dos dias por pelo menos seis meses. A avaliação médica ajuda a descartar outras causas físicas dos sintomas, por isso não vale se basear só em buscas na internet para concluir que se trata de ansiedade.
Como tratar a ansiedade?
A ansiedade se trata com psicoterapia, com medicamentos quando há indicação médica e com mudanças no estilo de vida, e o plano é definido caso a caso. A diretriz clínica britânica NICE CG113, referência internacional para TAG e transtorno de pânico, propõe um cuidado em etapas, que vai de orientação e autoajuda guiada até psicoterapia e medicação, conforme a gravidade e a resposta de cada pessoa.
Psicoterapia
A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é uma das abordagens mais estudadas e é citada pelo NICE entre as intervenções psicológicas de alta intensidade. Ela ensina a identificar pensamentos ansiosos, questioná-los e reduzir comportamentos de evitação. Outras linhas, como a terapia de aceitação e compromisso, o mindfulness e as abordagens psicodinâmicas, também ajudam, conforme o perfil de cada pessoa. Para quem busca atendimento em Nova Friburgo, o mais importante é encontrar um profissional com quem haja vínculo e manter a regularidade das sessões.
Medicamentos
Os remédios para ansiedade são prescritos apenas por médicos, geralmente psiquiatras. De acordo com o NICE, a primeira escolha costuma ser um antidepressivo da classe dos ISRS, como a sertralina, que leva algumas semanas para agir. A mesma diretriz desaconselha o uso rotineiro de benzodiazepínicos, reservados a períodos curtos pelo risco de dependência. Nunca inicie, troque ou interrompa um remédio por conta própria.
Hábitos que ajudam
Atividade física regular, sono em horários estáveis, menos cafeína, álcool e nicotina, técnicas de respiração e relaxamento e uma boa rede de apoio fortalecem o tratamento, mas não o substituem quando ele é necessário. As trilhas e áreas verdes da Região Serrana, por exemplo, são boas aliadas para caminhar e relaxar. Veja dicas práticas em como controlar a ansiedade.

O que fazer numa crise de ansiedade?
Na crise, o mais indicado é procurar um lugar tranquilo, respirar devagar e lembrar que o episódio tem começo, meio e fim. Os sintomas físicos aparecem de forma intensa e súbita, e a pessoa pode sentir que vai desmaiar ou perder o controle. Se for a primeira vez, se houver dor intensa no peito ou se o quadro não melhorar, busque atendimento médico. Mais orientações em o que fazer numa crise de ansiedade.
Quando procurar ajuda profissional?
Procure ajuda profissional quando a ansiedade é frequente, difícil de controlar e atrapalha a vida. Vale buscar avaliação em qualquer um destes casos:
- A preocupação ocupa boa parte do dia e é difícil de controlar;
- Você passou a evitar situações por medo;
- Há sintomas físicos frequentes, sem causa clara;
- O sofrimento atrapalha o trabalho, os estudos, o sono ou os relacionamentos.
Não é preciso esperar uma crise. Em Nova Friburgo, quem depende da rede pública pode procurar a unidade básica de saúde do bairro, que faz o acolhimento e os encaminhamentos pelo SUS. Se houver pensamentos de se machucar ou de acabar com a própria vida, procure ajuda imediatamente: o CVV atende gratuitamente, a qualquer hora, pelo telefone 188.
Acompanhamento psicológico em Nova Friburgo e região
O trabalho de Jolsivani Gomes Psicóloga se conecta diretamente ao tema deste guia, já que a psicoterapia é um dos pilares do cuidado com a ansiedade. Para quem mora em Nova Friburgo ou em cidades próximas da Região Serrana, como Bom Jardim, Cordeiro, Duas Barras, Sumidouro e Teresópolis, ter um profissional acessível facilita manter a regularidade do tratamento, um dos fatores mais importantes para o resultado.
O processo começa com uma escuta cuidadosa: o psicólogo entende a história da pessoa, avalia os sintomas, define objetivos e, quando necessário, articula o cuidado com um psiquiatra.
Perguntas frequentes sobre ansiedade
Ansiedade é doença?
A ansiedade em si é uma emoção normal. Quando é intensa, persistente e prejudica a vida, pode configurar um transtorno de ansiedade, que é uma condição de saúde com diagnóstico e tratamento.
Qual a diferença entre ansiedade e estresse?
O estresse costuma ser uma reação a uma pressão externa específica e tende a diminuir quando ela passa. A ansiedade envolve medo e preocupação com o que pode acontecer e pode continuar mesmo sem uma causa clara no momento.
Ansiedade tem cura?
Muitos transtornos de ansiedade têm curso com fases de melhora e de piora, mas respondem bem ao tratamento. Com psicoterapia e, quando indicado, medicação, é possível reduzir bastante os sintomas e recuperar a qualidade de vida.
Ansiedade pode causar sintomas físicos?
Sim. Palpitações, falta de ar, tensão muscular, tontura e problemas de estômago são comuns. Como outras condições podem causar sintomas parecidos, vale fazer avaliação médica.
Preciso de psicólogo ou de psiquiatra para tratar ansiedade?
O psicólogo realiza a psicoterapia. O psiquiatra, que é médico, pode prescrever medicamentos. Muitas vezes os dois trabalham juntos. Uma primeira consulta com qualquer um deles já ajuda a definir o caminho.
Em que idade a ansiedade costuma aparecer?
Pode surgir em qualquer fase da vida. No caso do TAG, o NIMH indica início médio por volta dos 31 anos entre adultos americanos.
Existe acompanhamento psicológico para ansiedade em Nova Friburgo?
Sim. Há atendimento psicológico em Nova Friburgo, como o de Jolsivani Gomes Psicóloga, e atendimento na rede pública pelo SUS, a partir da unidade básica de saúde do bairro.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento com profissional especialista em saúde mental.

